talismã provém da palavra árabe طلسم Tilasm, e também da palavra grega Teleo que significa “consagrar”. Amuletos e talismãs são muitas vezes confundidos, porém enquanto o amuleto é um objeto com propriedades mágicas naturais, o talismã deve ser carregado com poderes mágicos pela pessoa que o cria. O ato de consagração ou “carga” é que dá ao talismã seus devidos poderes mágicos. O talismã é sempre feito por uma razão definida, enquanto um amuleto é usado de uma forma geral, tais como evitar o mal ou atrair boa sorte.[1] De acordo com a Ordem Hermética da Aurora Dourada, um talismã é “uma figura mágica carregada com a força que se destina a representar.” Deve-se tomar muito cuidado durante a confecção de um talismã, pois as forças universais devem estar em harmonia exata com aquelas que deseja atrair, e quanto mais exato é o simbolismo, mais fácil será atrair a força.[2]

O Carregamento Mágico de Talismãs, amuletos e Pedras Preciosas

A crença nos talismãs, amuletos a pedras preciosas vem da mais remota antiguidade a tem sua origem no fetichismo, que atualmente ainda é bastante disseminado entre os povos primitivos. Até um certo grau essa crença em talismãs, etc., se manteve até hoje, mas se adaptou à moda, o que podemos constatar através do use de diversos objetos que trazem boa sorte, como pingentes, anéis, broches, etc. Principalmente bem cotadas para trazer a sorte são as pedras do signo.

Se a idéia dos talismãs não contivesse uma certa verdade e talvez também algo de mágico, a crença neles já teria desaparecido há muito tempo do mundo das idéias. Nossa tarefa consiste em afastar o véu desse mistério a ensinar a todos como distinguir o joio do trigo.

Um talismã, amuleto ou pedra tem como função fortalecer, elevar a manter a confiança da pessoa que o leva consigo. Pelo fato do portador dedicar ao seu talismã uma atenção especial, o subconsciente se influencia auto-sugestivamente na direção desejada, a dependendo da predisposição de cada um, poderão ser alcançados diversos resultados. Não é de se estranhar quando uma pessoa materialista, um cientista cético critica uma crença desse tipo, a ridiculariza, a coloca nela o rótulo da superstição. O mago verdadeiro sabe das coisas, a não usará um talismã só para confirmar a sua crença a sua confiança, mas tentará sobretudo pesquisar a conexão das leis que o regem. Sabe-se que os talismãs que devem sua existência à crença tomam-se sem efeito nas mãos de uma pessoa cética ou desconfiada; sob esse aspecto, o mago pode it mais além, com sua ciência e o seu conhecimento das leis. Antes de desmembrarmos essa síntese, vamos aprender a diferenciar os diversos tipos de talismãs aqui apresentados. Um talismã nada mais é do que uma simples ferramenta na mão do mago, um ponto de apoio, algo em que ele pode conectar ou encantar a sua energia, sua motivação ou seu fluido. A forma – um anel, pingente, broche – ou o

seu valor material, são coisas totalmente secundárias. O mago não se preocupa com a beleza, a moda ou a aura; para ele o talismã não passa de um objeto para produzir coisas através do encantamento de sua energia, a que deverá liberar o efeito desejado sem considerar se o portador acredita nele ou não.

Por outro lado um pentáculo é um objeto – talismã – específico, em sintonia com as leis da analogia dos efeitos, da energia, da capacidade a da causa desejados. Em sua produção a seu carregamento o mago deverá levar em conta as leis da analogia correspondentes, a mesmo para o estabelecimento de contatos com seres dos mundos superiores, quer se tratem de seres bons ou ruins, inteligências, demônios ou gênios, o mago vai preferir o pentáculo ao talismã.

Um amuleto é um nome divino, um verso da Bíblia, um mantra, etc., escrito num pergaminho cru ou num papel de pergaminho simples, enfim, uma frase que exprime a veneração a uma divindade. Mesmo as diversas plantas mágicas, como por exemplo, a mandrágora, que são carregadas para promoverem uma proteção especial ou outros efeitos mágicos, pertencem à categoria dos amuletos. Os condensadores fluídicos de natureza sólida ou líquida, carregados puros ou embebidos em papel mata-borrão, assim como as pedras naturais de magneto de ferro, pequenas ferraduras artificiais de magneto, também podem ser incluídos na categoria dos amuletos.

Por último devemos citar ainda as pedras preciosas a semipreciosas, que são condensadores fluídicos muito bons, usadas há muito tempo para a proteção, a sorte, o sucesso a as curas. A astrologia atribui efeitos específicos a cada pedra, em função da sua dureza a da teoria das cores, a recomenda às pessoas que nasceram sob um determinado signo ou planeta que usem a pedra correspondente para lhes trazer sorte. O verdadeiro mago sabe que as pedras astrológicas têm um efeito mínimo a são totalmente inúteis para as pessoas que não acreditam nessas coisas. Por outro lado as pedras que são sintonizadas com um efeito astrológico, considerando-se sua dureza, composição química a cor, são adequadas à assimilação do carregamento mágico correspondente. Na medida do possível o mago poderá considerar os parâmetros astrológicos, mas absolutamente não depende deles. Ele pode, se desejar, carregar magicamente qualquer pedra, mesmo a mais desfavorável do ponto de vista astrológico, conseguindo bons resultados, independentemente de a pessoa acreditar neles ou não; com certeza os objetivos determinados pelo mago serão alcançados. Assim nós aprendemos aqui a identificar as diferenças entre talismãs, amuletos, pentáculos a pedras preciosas, a ainda falaremos dos seus diversos tipos de carregamento, dez ao todo. Mas aqui falaremos apenas de um.